quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Secretário do PPS economiza R$ 1,7 bi para SP

Os jornais de hoje destacam que a Prefeitura de São Paulo "recuou" da idéia de rescindir os contratos de lixo, ao contrário do que anunciavam o prefeito Gilberto Kassab (DEM) e o secretário de Serviços Dimas Ramalho (PPS), e fez um acordo com as empresas de coleta para reformar o contrato inicial de R$ 10 bilhões (com duração de 20 anos) firmado em 2003, durante a gestão de Marta Suplicy (PT).

Pelo acordo, porém, a prefeitura vai pagar menos do que o previsto na licitação comandada pela ex-prefeita. O valor mensal recebido pelas empresas será 17,31% menor do que o previsto no contrato, o que representa uma economia de R$ 105 milhões por ano (ou R$ 1,7 bilhão até o final do contrato, em 2023).

Por outro lado, o Conselho Superior do Ministério Público do Estado (MPE) decidiu pelo arquivamento do procedimento investigativo que apurava eventual superfaturamento de preços nos contratos firmados pela administração petista. É uma no cravo, outra na ferradura.

Atualmente, as empresas cobram R$ 50,7 milhões. A prefeitura, no entanto, por decisão unilateral, paga apenas R$ 33,6 milhões (34% a menos). A partir de agora, o desembolso mensal será de R$ 41,9 milhões.

O percentual de desconto de 17,31% foi calculado pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), da USP.

A Fipe foi contratada pela prefeitura, em março de 2005, para refazer o cálculo do custo dos serviços prestados pelas empresas responsáveis pela coleta de lixo.

O então prefeito José Serra (PSDB) pretendia usar o resultado do levantamento para demonstrar que os contratos estavam superfaturados.

Ainda na campanha eleitoral, em 2004, Serra disse que havia indícios de corrupção na licitação para a contratação das duas empresas que fariam a coleta de lixo por 20 anos a um custo total de R$ 9,8 bilhões.

Já no início de sua gestão, Serra determinou que a prefeitura desistisse dos recursos judiciais que impediam o cancelamento dos dois contratos e preparasse uma nova licitação.

A Fipe concluiu que os valores dos contratos estavam corretos, mas que mudanças nas datas de início de serviços previstos em contratos, como construção de aterros sanitários, coleta de lixo porta a porta nas favelas, entre outros, os pagamentos mensais poderiam ser 17,31% menores.

Desde outubro de 2005, quando a Fipe concluiu o estudo, a Prefeitura, a Loga e a Ecourbis vêm discutindo o acordo. Nesse período, pelo menos três vezes o governo decidiu retomar a idéia inicial e anular os contratos. Isso acabou não sendo feito porque o governo temia um "apagão" no sistema de coleta.

O acordo confirmado ontem foi fechado há cerca de dois meses. As empresas aceitaram receber 17,31% a menos desde que os investimentos fossem prorrogados, como propôs a Fipe. Apesar do acordo, ainda corre na Justiça ação do Ministério Público, de 2004, pedindo a anulação dos contratos.

Diário de S. Paulo: Até tu, Chagas?

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Ciro já está "madurinho" e admite erros de 2002

Não era sem tempo. Às vésperas de completar 50 anos de idade (em 6/11) e passados outros cinco das eleições de 2002, quando foi o candidato a Presidente da República pelo PPS (pela segunda vez consecutiva, repetindo 1998), o deputado federal Ciro Gomes (atualmente no PSB) diz que agora já está "madurinho" e reconhece que fez "muita bobagem naquela campanha". Tem toda razão.

Em um artigo que publicamos naquela época, faltando 20 dias para a eleição, já antevíamos no título ("Onde Ciro Gomes perdeu a eleição") e no conteúdo os efeitos catastróficos dessas "bobagens" que hoje ele admite ter cometido e que lhe tiraram do segundo turno das eleições. Leia alguns trechos:

"Ciro e Mangabeira Unger, feitos Dom Quixote e Sancho Pança, saíram por aí lutando contra moinhos de vento e sonhando conquistar o mundo. Com um projeto prepotente e personalista, um ufanismo requentado e mal calibrado, uma linguagem rebuscada e idéias salvacionistas, a dupla entronou-se num castelo de areia sem levar em conta a força do vento e das marés."

"Ciro Gomes não precisava de nada nem de ninguém, a não ser da sua figura imponente e de seu estilo empolado. Julgou ainda ter tirado a sorte grande duas vezes: ao encontrar numa atriz global a sua alma-gêmea e num professor de Harvard o seu cérebro-irmão. Chegou ao PPS como quem entra num ambiente hostil, sem fazer grandes concessões e, ao contrário, pregando a rápida substituição de um velho partido de quadros por outro novo, de massas. Enfim, a legenda (qualquer uma) era só a parte burocrática do negócio; e o PPS, simples moeda de troca: deram-lhe uma agremiação tradicional, simpática e limpinha, e ele nos daria votos, prestígio e a redenção. Assim estava escrito."

"Mas Ciro Gomes, inadvertidamente, seguia a passos firmes na (des)construção do projeto do PPS. E começou a perder a eleição, por ironia do destino, justamente quando mais promissor parecia o seu horizonte. Achou que lhe bastava seguir com seu carisma, grandes idéias e boas intenções, um discurso ferino e afiado, o tempo de TV e uma equipe juntada entre parentes, conterrâneos, empregados e amigos mais próximos, para enfrentar os ´interesses do mercado´, das ´elites´, dos ´barões´ e ganhar a eleição."

"Errou. Sobretudo, errou ao afastar-se do rumo natural da centro-esquerda para ressuscitar fantasmas e assombrações, de ex-colloridos a oportunistas da pior espécie. Errou ao aproximar-se de Martinez, de Fleury, de Roberto Jefferson, de Brizola, do PFL. Errou ao ceder às chantagens da Força Sindical e entregar a vaga de vice na chapa a Paulo Pereira da Silva. Errou internamente no PPS ao enfraquecer Roberto Freire e deixar que João Herrmann se julgasse fortalecido. Errou quando trouxe das cinzas o velho ACM. Errou quando trouxe das cinzas o ex-ministro Cabrera, peça do jogo malufista em São Paulo. Errou. Errou tanto que até o próprio Fernando Collor, tendo toda a corja reunida, viu-se no direito de estrilar."

"E Ciro abusou do direito de errar. Declarou: ´o mercado que se lixe´, quando dele se esperava equilíbrio e sensatez. Atacou de burro um ouvinte de rádio só por ter arriscado uma pergunta mais incômoda. Comprou briga com jornalistas, simples operários da notícia, quando queria atingir seus patrões. Faltou com a verdade repetidas vezes, ainda que em assuntos irrelevantes, como o fato de ter ou não estudado a vida toda em escolas públicas."

"Ciro protagonizou ainda uma das cenas mais esdrúxulas da história política brasileira: o beija-mão com ACM. Meteu-se numa polêmica desnecessária com o estudante negro em Brasília, que desrespeitou a regra de um debate, quando tal função caberia simplesmente ao mediador. Reduziu a pó toda a imagem positiva obtida até então do affair com Patrícia Pillar ao cometer uma terrível gafe machista. E por aí foi, num terreno pantanoso, com a língua solta e a sutileza de um elefante numa loja de cristais."

"Ciro Gomes errou a ponto de transformar José Serra num sujeito quase simpático. Desprezou o marketing e o profissionalismo da campanha. Perdeu-se na hora de decidir se posaria de vítima ou revidaria na mesma medida. Demorou para responder aos ataques (previsíveis) dos tucanos e, quando o fez, exagerou a mão. Sua tropa-de-choque abandonou o discurso político e partiu para o linguajar mais chulo: fulana é ´mal amada´, beltrano merece ´tomar porrada´. Baixou o nível. Caiu na armadilha do adversário. Jogou na lata do lixo a credibilidade de 80 anos da tradição do PCB/PPS em oito dias de exposição na TV."


Maktub. Estava escrito.

Kassab recua e libera distribuição de jornal gratuito

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), voltou atrás e retirou da lei 14.517, já sancionada, a proibição que fazia à distribuição de jornais gratuitos em semáforos e a restrição em outros pontos.

O trecho polêmico proibia a circulação de todos os jornais e periódicos que não atingissem um conteúdo editorial de 80% (contra 20% de publicidade), o que contraria a Lei de Imprensa e é absolutamente inviável economicamente.

A alteração foi feita por projeto de lei encaminhado à Câmara Municipal, e deverá ser aprovada pelos vereadores. Até lá, apesar de estar valendo no papel, a restrição não será aplicada. Leia aqui a notícia anterior sobre a lei de Kassab que vetava os jornais gratuitos.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Mulheres do PPS/SP voltam a se reunir nesta terça

Amanhã, terça-feira, às 19h30, na sede do partido, as mulheres do PPS/SP fazem mais uma reunião preparatória para o 2º Congresso Nacional de Mulheres do PPS, que será realizado nos dias 30 de novembro, 1 e 2 de dezembro, em Brasília.

O congresso terá como objetivos aperfeiçoar a plataforma partidária sobre direitos e políticas para mulheres; contribuir para a organização deste coletivo em nível nacional e estadual; ampliar a presença feminina nos espaços de poder; e eleger a nova coordenação nacional.

Para os três dias de congresso estão programadas palestras e debates sobre saúde, educação, formação política, gênero e violência.

"Queremos ampliar a participação política das mulheres no Estado, na sociedade e nos partidos, condição fundamental para aprofundarmos a democracia no país. No caso do PPS, a intenção é trabalhar para aumentarmos a nossa participação nas instâncias decisórias", disse Tereza Vitale, uma das organizadoras nacionais do evento.

No dia 10 de novembro, um sábado, acontece o Encontro Estadual de Mulheres na sede do partido (Rua Dona Germaine Burchard, 352 - Bairro da Água Branca). Nesta data serão eleitas dez delegadas paulistas e definidas as propostas que São Paulo levará ao Congresso Nacional. A participação é aberta a todas as filiadas.

Comissão de Ética amplia prazo de Estima

A Comissão de Ética que avalia representação contra o vereador Edivaldo Estima, por ter descumprido a deliberação da Executiva do PPS/SP, de indicar a vereadora Soninha Francine como Líder da Bancada na Câmara Municipal, ampliou até a próxima semana o prazo de defesa do parlamentar.

Isso porque na sexta-feira passada, quando vencia o prazo de oito dias garantidos pelo Estatuto e pelo Código de Ética, Estima protocolou documento no partido alegando que ainda não tinha conhecimento do conteúdo da representação.

Para que não seja cerceado em seu direito de defesa, o parlamentar já foi informado que todos os documentos permanecem à sua disposição na sede do partido e a Comissão de Ética renovou o prazo para as suas alegações finais até a próxima terça-feira, quando a Direção Executiva do PPS/SP voltará a se reunir para analisar este caso.

Veja aqui mais informações sobre o caso Estima e leia também a resolução da Direção Nacional do PPS sobre fidelidade partidária e a perda de mandato no caso de expulsão.

Tropa de Elite do PT quer pegar Soninha

Impossível não lembrar da música-tema do filme da moda no Brasil, que repete em tom aterrorizante: "O Bope vai te pegar... O Bope vai te pegar..."

Ocorre, porém, que para a "Tropa de Elite" do PT, figuras como Renan Calheiros, Paulo Maluf, Marcos Valério, José Dirceu, Delúbio Soares, Valdemar Costa Neto & cia. são companheiros e aliados que merecem ser inocentados. Bandida mesmo é a vereadora Soninha Francine, que ousou trocar o comando vermelho do PT por uma legenda independente. Cortem-lhe a cabeça!

Agora os capitães da tropa da faca na estrela vão tentar reaver no Tribunal Regional Eleitoral o mandato da vereadora que até outro dia era a queridinha do partido, usada como símbolo da modernidade petista, que obviamente caiu em desuso com os novos métodos fisiológicos e práticas da sobrevivência na selva do poder.

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) aprovou ontem resolução pela qual o político que trocar de legenda a partir de agora poderá ser cassado em rito sumário - de 16 a 60 dias.

Ao definir a data-limite de 16 de outubro para o troca-troca nos cargos majoritários, a decisão livra quatro senadores e 159 prefeitos que migraram de legenda nos últimos meses. Para deputados e vereadores vale a data de 27 de março, o que, no entendimento petista, faz Soninha merecer punição por "infidelidade" (contrariando o modus operandi nacional da legenda que mais cooptou deputados, senadores e governadores em todo o país).

Os ministros decidiram estabelecer quatro exceções para permitir o troca-troca daqui em diante: em caso de fusão ou incorporação de partido; saída para fundação de uma nova legenda; "mudança substancial ou desvio reiterado" do programa partidário; e "grave discriminação" dentro da legenda.

Ao contrário da expectativa de que os processos poderiam se arrastar por anos, o TSE definiu um rito sumário, com o processo durando entre 16 e 60 dias.

Após o ingresso da ação, o acusado terá prazo de cinco dias para se defender, a partir da notificação. As partes poderão arrolar o máximo de três testemunhas cada uma. Após a defesa, o Ministério Público terá dois dias para se pronunciar.

Caso haja testemunhas, os depoimentos serão tomados em uma única sessão cinco dias depois. Findo esse período, abre-se prazo de dois dias para apresentação das "alegações finais" pelas partes.

Encerrado o trâmite, o relator do processo incluirá o caso na pauta de julgamento, com o mínimo de dois dias de antecedência. Em caso de cassação, a Casa Legislativa terá prazo de 10 dias para declarar a perda do mandato e empossar o suplente ou o vice.

Leia mais aqui sobre a vereadora Soninha Francine. Veja abaixo a matéria de hoje do Jornal da Tarde, sobre este 013 que é um fanfarrão. Pede pra sair, PT!

PT: casa de política ou caso de polícia?

Como diria o Capitão Nascimento, personagem principal e narrador do filme Tropa de Elite, em interpretação magistral do ator Wagner Moura: "Na polícia você tem três opções: ou você se corrompe, ou se omite ou vai pra guerra!". Na política também. Qual terá sido a escolha do PT e do governo Lula?

sábado, 27 de outubro de 2007

Artigo de Ricardo Antunes na Folha: "Nunca Mais!"

Nunca mais na história deste país o pícaro e o trágico deverão apresentar-se em nome da esquerda
Nunca antes na história deste país se elegera um presidente de origem operária e nunca antes tantas forças de esquerda tinham conseguido chegar ao Palácio do Planalto.

Nunca antes na história deste país um candidato de origem popular participara de cinco eleições presidenciais, colhera três derrotas consecutivas e duas vitórias seguidas, contabilizando tantos milhões de votos.

Nunca antes na história deste país um partido de esquerda - o Partido dos Trabalhadores - tivera tanta chance e legitimidade para começar a desmontar as sólidas engrenagens da tragédia brasileira e nunca defendera tanto as mudanças sociais e políticas dotadas de valores éticos e morais que travassem e obstassem a corrupção do Estado patrimonial brasileiro.

Nunca antes na história deste país um presidente da República fora tanto a imagem e a semelhança do povo brasileiro.

Nunca antes na história deste país um partido de esquerda (no governo) implementara uma política tão assistencialista - que nem sequer arranhou o verniz da nossa barbárie - e tão rapidamente se convertera em partido da ordem.

Nunca antes na história deste país uma liderança política de origem operária e sindical sofrera um transformismo tão acentuado, que lhe desfigurou a própria alma.
Nunca antes na história deste país o dito virou não dito. A antiga e bravia oposição virara tão serviçal situação e fora tão pateticamente tragada pela corrupção. O velho e moderado PCB saiu muito mais íntegro na longa história do chamado Partidão.

Nunca antes na história deste país um governo e o comando de seu partido -que nasceu e se definia como sendo de esquerda- tinham arquitetado um projeto de corrupção do tamanho do mensalão. Até então, esse era um atributo próprio das direitas.

Nunca antes na história deste país um presidente tão personalista e centralizador, tendo seu entorno mergulhado num lamaçal -ou pântano-, alegara tão singelo desconhecimento do que se passava na ante-sala de seu gabinete, mesmo sabendo que ele sempre tivera o controle pleno de tudo o que se decidia na cúpula de seu partido.

Nunca antes na história deste país um governo de "esquerda" fora tão generoso com os lucros dos bancos e dos grandes capitais, tão camarada com os usineiros e por demais cordial com o agronegócios.

Nunca antes na história deste país um governo que se originara de um partido de esquerda e de oposição erigira um modelo econômico reiteradamente elogiado pelo FMI e fora tão bom seguidor das políticas gestadas nos estranhos laboratórios do Banco Mundial.

Nunca antes na história deste país o governo reduzira, em tão pouco tempo, o escandaloso número de miseráveis. Mas também nunca se aceitara que a mensuração da miséria brasileira estivesse próxima do patamar abjeto de R$ 125 per capita, menos de um terço do minguado e arrochado salário mínimo do outrora denunciador do "arrocho salarial".

Nunca antes na história deste país um presidente, cuja liderança nasceu nas autênticas lutas sociais e políticas de oposição, ficara tão amigo do bárbaro presidente norte-americano e tivera tanta coragem de dizer que "nunca foi de esquerda".

Nunca antes na história deste país um presidente da República, em meio a tanta mudez, falara tão diretamente com o povo. Algo próximo ocorrera somente com o velho Getúlio, em longo período, ou com o estranho e bizarro Jânio, em breve tempo. Ou ainda com o patético Collor, de modo quase relâmpago.

Nunca antes na história deste país se tornaram tão acentuadas a falência e a degradação do poder parlamentar.

Nunca mais na história deste país o pícaro e o trágico deverão apresentar-se em nome da esquerda, na face mais visível de um governo cujo principal partido que o sustenta se originara em tantas e autênticas lutas sociais e políticas.

* RICARDO LUIZ COLTRO ANTUNES, 54, é professor titular de sociologia do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp e autor, entre outros livros, de "Uma Esquerda fora do Lugar".

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Kassab restringe distribuição de jornais gratuitos

Uma medida polêmica tomada pelo prefeito Gilberto Kassab, em nova etapa do Projeto Cidade Limpa, que já eliminou outdoors e restringiu fachadas de lojas, agora atinge em cheio os jornais de bairro e preocupa por um viés supostamente autoritário.

A distribuição de jornais gratuitos em cruzamentos e semáforos está proibida na cidade de São Paulo. Em outros pontos, as publicações podem ser distribuídas, desde que contenham 80% de “matérias jornalísticas”. A Lei 14.517, publicada no Diário Oficial de 17/10, crias as limitações, segundo determinação do prefeito.

A lei é um golpe mortal contra os jornais gratuitos distribuídos na cidade. Publicações como Publimetro, Destak, Jornal do Trânsito e Folha do Motorista são exemplos de jornais que, mesmo possuindo conteúdo prioritariamente editorial, são distribuídos nos semáforos.

“Como os jornais de bairro não são distribuídos em sinais, mas em residências e pontos comerciais, a lei não nos atinge”, afirma Egydio Coelho da Silva, presidente da Associação de Jornais e Revistas de Bairro de São Paulo (Ajorb). Ele se esquece, porém, que a maioria dos jornais regionais não atinge o percentual exigido de 80% de textos jornalísticos (com apenas 20% de publicidade).

O jornalista Audálio Dantas, representante de São Paulo na Associação Brasileira de Imprensa (ABI), entende que "já há leis que inibem a distribuição de propaganda, mas você vê todos os dias". Ele teme que o mesmo com essa lei: ela se tornar inócua. "Pelo menos, jornais são mais interessantes que propaganda", diz.

Dantas também estranha os 80% exigidos pela lei: “Fixar percentual é estranho. A publicação pode não atingi-lo. E 20% podem inviabilizá-la”.

Veja o calendário de reuniões e atividades do PPS

Nesta quarta-feira (24/10), as mulheres do PPS/SP fizeram uma primeira reunião preparatória para o 2º Congresso Nacional de Mulheres do PPS, que será realizado nos dias 30 de novembro e 1 e 2 de dezembro, em Brasília.

Em pauta, perspectivas de gênero e a condição das mulheres na política e na sociedade. É fundamental uma participação feminina mais intensa na vida partidária, para influenciar as decisões do PPS e as estratégias de inserção social.

Está marcada outra reunião para a próxima terça-feira (30/10), na sede municipal do partido, e o Encontro Estadual de Mulheres no dia 10 de novembro, um sábado (Rua Dona Germaine Burchard, 352 - Bairro da Água Branca).

Hoje, sexta-feira (26/10), haverá nova reunião da Comissão de Ética do PPS/SP, para analisar a representação formulada contra o vereador Edivaldo Estima, que vem repetidamente descumprindo as deliberações da direção e afrontando o estatuto do partido.

Na quinta-feira passada (dia 18), por quatro votos a zero, foi aberto o processo ético e disciplinar contra Estima. O parlamentar teria oito dias para apresentar a sua defesa.

Nesta semana, o partido recebeu um ofício da Câmara Municipal informando que o vereador se recusa sistematicamente a receber qualquer documento do PPS. Isso pode agravar a sua situação.

Na segunda-feira (29), a Comissão Executiva do PPS/SP se reúne para mais uma rodada de debates sobre o cenário eleitoral e a chapa de pré-candidatos, além de avaliar o parecer da Comissão de Ética sobre o caso do vereador Estima e definir resoluções partidárias.

Hoje, sexta (26), e amanhã, sábado (27), em Brasília, também será realizada a reunião do Diretório Nacional do PPS para definir a estratégia que será adotada pela legenda para a retomada dos mandatos de vereadores, prefeitos, governadores, deputados e senadores que deixaram a legenda para ingressar em outro partido.

A reunião terá transmissão ao vivo pela Internet. Além de assistirem ao encontro, os militantes poderão participar de um chat, onde será possível debater os assuntos discutidos pelos dirigentes e ainda encaminhar questionamentos, sugestões e críticas que serão examinadas no andamento da reunião.

Essa é a segunda vez que o partido realiza transmissões de reuniões nacionais pela internet. A primeira aconteceu no dia 25 de setembro, durante reunião da Executiva Nacional, e serviu como um piloto, para que o sistema pudesse ser testado e melhorado para os próximos encontros.

Para o início de novembro, haverá o 1º Encontro dos Pré-candidatos do PPS às eleições municipais de 2008, com a presença da vereadora Soninha Francine, dos deputados e dirigentes do PPS. Daremos mais detalhes oportunamente.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Imposto sindical: obrigado, não!

Um assunto que mexe no bolso de todo trabalhador brasileiro é o possível fim da contribuição sindical obrigatória. Grande parte dos sindicatos e centrais sindicais, na contramão da história e do bom senso, querem mantê-la.

O autor da emenda que torna facultativa a contribuição sindical é o deputado federal Augusto Carvalho (PPS-DF). Para o parlamentar, as entidades sindicais deveriam trabalhar para aumentar a representatividade junto às suas respectivas categorias, em vez de brigar pela partilha dos recursos arrecadados pela cobrança do imposto sindical.

Mas quem se propõe a abrir mão desta mamata?

Segundo um estudo publicado pelo economista Márcio Pochmann, ex-professor da Unicamp e atualmente diretor do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), cerca de 18% apenas dos trabalhadores que estão no mercado formal são sindicalizados.

Para o deputado Augusto Carvalho, os sindicatos, federações, confederações e as centrais devem ser criativos para atrair os trabalhadores.

“As entidades devem se lançar ao desafio para enfrentar os tempos modernos, para isso é preciso buscar fontes próprias, legítimas e democráticas para o custeio de as lutas de suas categorias”, alertou o parlamentar do PPS.

Para reforçar a sua tese, Augusto informou ainda a tendência decrescente do número de sindicalização nos últimos anos: dos últimos 2,5 milhões empregos criados com carteira assinada, apenas 227 mil buscaram seus sindicatos, ou seja, menos de 10%.

Atualmente, o "imposto sindical" é cobrado compulsoriamente de todos os trabalhadores com carteira assinada e corresponde ao valor de um dia de salário por ano.

Isso significa um montante arrecadado de R$ 1,25 bilhão, dividido entre sindicatos (60%), confederações nacionais (5%), federações estaduais (15%) e o Ministério do Trabalho (20%) - que escoa pelo ralo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e acaba canalizado pelas centrais, principalmente a CUT e a Força Sindical.

Não por acaso, as centrais já se mobilizam para tentar derrubar o projeto de contribuição facultativa no Senado Federal. Querem manter essa dinheirama sob seu controle, sabe-se lá por quais pretextos e interesses.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Mais um "cisco" no olho do PT e Lula não vê nada

Quer dizer então que uma gravação da Polícia Federal descobriu uma doação de R$ 500 mil da empresa Cisco ao PT, em troca de um suposto benefício em licitação da Caixa Econômica Federal?

Depois de mensalão, valerioduto, apagão aéreo, vampiro, sanguessuga, dólar cubano em caixa de whisky, entre tantos escândalos que o presidente Lula garante não enxergar, a visão deve ficar mais prejudicada com um novo "cisco" no olho do governo.

Durante a investigação da Operação Persona, que apontou um prejuízo de R$ 1,5 bilhão aos cofres públicos, a Polícia Federal gravou conversas telefônicas entre empresários do setor de informática que relatam uma "doação" de R$ 500 mil ao PT. Os interlocutores sugerem que o dinheiro seria uma contrapartida para algum tipo de benefício numa licitação da Caixa Econômica Federal.

Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, as referências à palavra "doação" partem do fundador da Cisco do Brasil, Carlos Carnevali, e de executivos da Mude Comércio e Serviços Ltda., apontada como a importadora oculta da Cisco - Francisco Gandin, José Roberto Pernomian e Fernando Grecco.

Num dos trechos do relatório, a PF informa que Grecco conversa com Pernomian, ambos da Mude, para "acertarem valores e datas do negócio de Carlinhos Carnevali com um representante do PT".

Em outro momento, a polícia relata um diálogo entre Carnevali e Gandin, em que este cita negócios entre o fundador da Cisco e a Caixa. Não há no documento referência ao nome do suposto contato do PT com os executivos da Cisco e da Mude. No Tribunal Superior Eleitoral também não existe qualquer registro de doação da Cisco ou de Carnevali a petistas. Carnevali e Pernomian estão presos na PF em São Paulo.

Existe a suspeita de que o grupo de investigados, com a Cisco e a Mude à frente, tenha montado um esquema de fraudes com ramificações pelo serviço público. Na Operação Persona, ao menos sete auditores da Receita Federal foram citados como envolvidos no esquema de sonegação de imposto.

Na composição executiva da Caixa, a atual presidente é Maria Fernanda Ramos Coelho, filiada ao PT de Pernambuco, e a vice-presidente de Tecnologia da Informação, Clarice Coppetti, tem longa trajetória no PT gaúcho. Maria Coelho assumiu a presidência em 2006, no lugar de Jorge Mattoso, numa das maiores crises do banco.

O ex-presidente Mattoso (que foi secretário da Prefeitura de São Paulo na gestão de Marta Suplicy) deixou o cargo em pleno escândalo da quebra ilegal de sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa, aquele que em depoimento à CPI dos Bingos afirmou que o então ministro da Fazenda Antonio Palocci freqüentava uma casa em Brasília na qual eram feitos acertos para pagamentos de propina.

Multinacional de origem americana, a Cisco domina cerca de 80% do mercado de equipamentos de informática no Brasil. Indiretamente, ou seja, por meio de empresas que só comercializam seus produtos, fornece material, por exemplo, para a Receita, que atuou na investigação que revelou o esquema de fraudes montado pela parceria Cisco/ Mude.

Segundo a investigação da PF, da Receita e do Ministério Público, Cisco e Mude montaram uma cadeia de empresas nos EUA e no Brasil para introduzir no país produtos de informática com preços até 70% mais baixos que a média do mercado. Nos últimos cinco anos, segundo a Receita, os envolvidos deixaram de recolher R$ 1,5 bilhão em impostos, usando notas frias, subfaturamento de importados, "laranjas" e "offshores".

Túnel Rebouças: teve petista acordando apavorado

Muito petista quase morreu do coração hoje de manhã ao acordar e ouvir de relance a principal notícia do dia: o caos provocado no trânsito pela interdição do túnel Rebouças.

Até cair a ficha e entender que cisco (ops! petista não fala de cisco) não é Francisco, que o deslizamento ocorreu no Rio, que o trânsito caótico é o carioca, e o Túnel é "o" Rebouças e não o "da" Rebouças, já deviam estar precisando de desfibrilador.

Pois foi isso: deslizamentos de terra provocados pela forte chuva interditam desde a noite de terça-feira o Túnel Rebouças carioca, principal via de ligação das zonas norte e sul do Rio, por onde passam diariamente cerca de 180 mil veículos.

Pelo menos 100 toneladas de terra caíram da encosta do Morro do Cerro Corá, na zona sul. Novos pequenos deslizamentos ocorreram. Não havia previsão para a liberação das pistas até o início da tarde.

Mas é só falar de Túnel Rebouças para os cidadãos paulistanos (até os petistas) ficarem de cabelo em pé. É inegável o trauma à cidade provocado pela gestão de Marta Suplicy (2001-04) à frente da Prefeitura de São Paulo, com a sua mais notória obra, o popular "Buraco da Marta".

Como definiu na época o jornalista Gilberto Dimenstein: "Sei que ela nunca vai tomar essa atitude, mas o certo é que a prefeita se dirigisse à população e pedisse desculpas pelas falhas técnicas das obras que apresentou às pressas. É mais uma lição do que acontece quando a busca de votos se sobrepõe à gestão planejada."

A primeira enchente que interditou o túnel da Marta, no final de 2004, foi "festejada" pela turma do programa Pânico na TV. Os humoristas ofereceram à prefeita um "kit enchente", com máscara de mergulho, bóia, pé de pato e galocha.

Ela sorriu amarelo, mas quem ficou com cara de palhaço fomos nós, que herdamos a obra-piada.

The show must go on: o show não pode parar

Em São Paulo, a piada já vem pronta e é institucionalizada. A concorrência dos políticos com os humoristas profissionais chega a ser desleal. Clique na notícia para ampliar:

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Corinthians ontem e hoje: agora vai! (pra onde?)

Um dia após a derrota de 1 a 0 para o Náutico, que afundou ainda mais o Corinthians na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro, a nova diretoria da equipe, que tomou posse no começo do mês, visitou o presidente Lula em Brasília. Corintiano assumido, Lula pediu a "convocação da torcida" para evitar a queda à segunda divisão.

Na foto acima, de hoje, Lula recebe mimos do novo presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, e do herói do título paulista de 1977 (após um jejum de 23 anos), o ex-jogador Basílio.

Na foto abaixo, o empresário falido Renato Duprat, o ex-ditador corintiano Alberto Dualib, o presidente Lula e o deputado petista Vicente Cândido, recentemente flagrado em escuta telefônica resolvendo pendências do clube com a Receita Federal e lobista da entrada no Brasil do magnata russo Boris Berezovski, acusado de uma série de crimes como lavagem de dinheiro, financiamento de guerrilhas, fraude e até assassinato.

Em pauta: mobilidade urbana e qualidade de vida

Como já foi divulgado pela própria vereadora Soninha Francine (PPS), a sua pré-campanha à Prefeitura de São Paulo terá a questão da mobilidade urbana e da qualidade de vida na cidade como uma das prioridades.

Por isso, vale acompanhar uma pesquisa do Ibope, realizada a pedido do Movimento Nossa São Paulo: Outra Cidade , com a opinião dos cidadãos paulistanos sobre o "Dia Mundial se Carro", transporte alternativo, trânsito etc., além de conhecer algumas propostas encampadas pelo Movimento.

Reunião do PPS será transmitida ao vivo na Internet

O Diretório Nacional do PPS se reúne nesta sexta e sábado, dias 26 e 27 de outubro, em Brasília, com transmissão ao vivo pelo portal do partido, para definir a estratégia que será adotada pela legenda para a retomada dos mandatos de vereadores, prefeitos, governadores, deputados e senadores que deixaram a legenda para ingressar em outro partido.

No encontro será aprovada uma resolução que determinará em quais casos o partido poderá requisitar as vagas e qual será o procedimento a ser adotado para recuperá-las.

O documento terá como base a definição do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que após considerar que os mandatos proporcionais pertecem aos partidos, estendeu, na última terça-feira (16), a decisão aos eleitos para cargos majoritários.

No sábado, 27, os membros do diretório ainda vão discutir as propostas tiradas do Encontro Nacional Sindical e da Conferência Caio Prado Jr., debaterão a realização do Encontro Nacional das Mulheres do PPS e analisarão o andamento do Projeto "Pé na Estrada". A reunião será no San Marco Hotel, em Brasília.

É a segunda vez que o PPS transmitirá ao vivo, pela Internet, as suas reuniões.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Justiça: a "culpa" é dos gays e das mulheres

As aspas do título acima caberiam em "culpa", em "Justiça" ou em ambos, ao gosto do leitor.

O fato é que juízes brasileiros andam exorbitando do poder e da autoridade pública que lhes cabe para julgar as demandas que são submetidas à sua apreciação.

Os magistrados que arrogam a si competência absoluta para deliberar sobre qualquer assunto, acabam demonstrando apenas a ineficácia e o despreparo do Poder Judiciário, e a dose extraordinária de preconceito e incapacidade que motivam as suas decisões.

Primeiro foi a sentença absurdamente homofóbica do juiz Manoel Maximiano Junqueira Filho no caso envolvendo o jogador Richarlyson, do São Paulo, ao classificar o futebol como "jogo viril, varonil, não homossexual" para desqualificar uma queixa-crime do atleta, apontado como gay em um programa esportivo.

No documento, o juiz sugere que, se Richarlyson for mesmo homossexual, "melhor seria que abandonasse os gramados".

Em outro trecho, Junqueira Filho diz que "quem se recorda da Copa do Mundo de 1970, quem viu o escrete de ouro jogando (...) jamais conceberia um ídolo ser homossexual".

A seguir, ele afirma: "Não que um homossexual não possa jogar bola. Pois que jogue, querendo. Mas forme seu time e inicie uma Federação".

Por fim, Junqueira Filho utiliza uma estrofe popular antes de proferir a sentença: "Cada um na sua área, cada macaco no seu galho, cada galo em seu terreiro, cada rei em seu baralho. É assim que penso".

Pois agora outo juiz, Edilson Rumbelsperger Rodrigues, sentencia que a proteção à mulher é "diabólica" e considera inconstitucional a "Lei Maria da Penha", contra violência doméstica, que é sem dúvida uma das melhores e mais avançadas leis deste país.

Alegando ver "um conjunto de regras diabólicas" e lembrando que "a desgraça humana começou por causa da mulher", o juiz de Sete Lagoas (MG) rejeitou pedidos de punição contra homens que agrediram e ameaçaram suas companheiras.

Rodrigues sentenciou: "Ora, a desgraça humana começou no Éden: por causa da mulher, todos nós sabemos, mas também em virtude da ingenuidade, da tolice e da fragilidade emocional do homem (...) O mundo é masculino! A idéia que temos de Deus é masculina! Jesus foi homem!"

"Para não se ver eventualmente envolvido nas armadilhas dessa lei absurda, o homem terá de se manter tolo, mole, no sentido de se ver na contingência de ter de ceder facilmente às pressões."

"A vingar esse conjunto de regras diabólicas, a família estará em perigo, como inclusive já está: desfacelada, os filhos sem regras, porque sem pais; o homem subjugado." O juiz chama ainda a lei de "monstrengo tinhoso".

Se não bastasse, Rodrigues criticou ainda a "mulher moderna, dita independente, que nem de pai para seus filhos precisa mais, a não ser dos espermatozóides".

Sancionada em agosto de 2006, a "Lei Maria da Penha" (nº 11.340) aumentou o rigor nas penas para agressões contra a mulher no lar, além de fornecer instrumentos para ajudar a coibir esse tipo de violência.

Seu nome é uma homenagem à biofarmacêutica Maria da Penha Maia, agredida seguidamente pelo marido. Após duas tentativas de assassinato em 1983, ela ficou paraplégica. O marido, Marco Antonio Herredia, só foi preso após 19 anos de julgamento e passou apenas dois anos em regime fechado.

Veja matéria sobre Soninha Francine no jornal DCI

Clique sobre a reportagem para ampliar:

sábado, 20 de outubro de 2007

Disfarce antiassalto: será que a moda pega?

A invenção é japonesa (só podia!), mas o público-alvo talvez seja o brasileiro, nesse clima de guerrilha urbana com a violência e a criminalidade incontrolável nas grandes cidades.

Bizarrice à parte, a designer de moda Aya Tsukioka demonstra os novos designs de roupas que ela espera que reduzam o medo crescente dos crimes no Japão: um disfarce de máquina de vender refrigerantes, para enganar os assaltantes.

Com um movimento hábil, Tsukioka, de 29 anos de idade, levanta uma prega na frente da sua saia e... tcham! Ao abrir inteiramente o pedaço de pano vermelho, ela mostra como uma mulher que caminha sozinha pode enganar perseguidores.

A pessoa esconde-se por detrás do pano, que é impresso com uma foto de tamanho real de uma máquina de vender refrigerantes.

Segundo a inventora, a idéia foi inspirada em um truque utilizado pelos antigos ninjas, que à noite se cobriam com lençóis negros.

"A sociedade japonesa não ri disso, de forma que os inventores não têm medo de fazer experiências com novas coisas", explica Takumi Hirai, presidente da maior associação de inventores individuais do Japão, a Hatsumeigakkai, que tem 10 mil membros.

Na verdade, o Japão produz tantas invenções incomuns que existe até uma palavra para elas, "chindogu", ou instrumentos esquisitos.

Tsukioka disse que decidiu fazer as suas saias porque tais máquinas são comuns nas ruas do Japão. Ela desenhou uma versão para crianças, uma mochila que se transforma em um hidrante no estilo japonês.

Até o momento, ela vendeu cerca de 20 saias com camuflagem de máquina de vender refrigerantes, por aproximadamente US$ 800 cada uma. Ela faz a impressão e costura cada saia a mão.

"Para os estrangeiros essas idéias podem parecer bizarras", acrescenta ela. "Mas, no Japão, elas podem tornar-se realidade".

Aqui em São Paulo talvez possamos adaptar a roupa de camuflagem para as versões "buraco de rua", "eixo caído de ônibus", "chacina na periferia" e "barraquinha de camelô".

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Qualidade do ar: Projeto de Davi Zaia tem destaque

O Movimento Nossa São Paulo: Outra Cidade destaca em seu site, entre algumas boas iniciativas para melhorar a qualidade do ar, projeto do deputado e presidente estadual do PPS, Davi Zaia, que limita a 20 ppm (partículas por milhão) a emissão de enxofre no diesel comercializado em São Paulo.

O Conama - Conselho Nacional do Meio Ambiente tem uma resolução que prevê a redução do poluente para 50 ppm (partes por mil) até 2009. A Petrobrás, distribuidores e os fabricantes de motores alegam que não poderão cumpri-la, porque a ANP - Agência Nacional do Petróleo ainda não regulamentou como deverá ser o novo combustível.

O projeto de Zaia fixa um limite menor para a emissão do enxofre, 20 ppm. Ele quer provocar um debate sobre o assunto. Em alguns países como os Estados Unidos e o Japão, a emissão de enxofre é de 10ppm a 15 ppm. No Brasil, os veículos que utilizam o combustível emitem de 500 ppm de enxofre nas regiões metropolitanas e até 2 mil ppm em cidades onde o diesel é de pior qualidade.

Estudos da Faculdade de Medicina da USP estimam a ocorrência de nove mortes por dia, em decorrência da poluição em São Paulo. Além disso, os poluentes são responsáveis pelo maior número de internações por doenças respiratórias, elevando os gastos com saúde e superlotando os hospitais.

"Essa situação alarmante reforça a necessidade de se tomar providências urgentes", afirma o deputado. "A redução da emissão de enxofre contribuiria para reduzir sensivelmente o problema da poluição."

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

18 de outubro: Dia do Médico

O dia 18 de outubro é considerado o dia do médico em muitos países, como Brasil, Portugal, França, Espanha, Itália, Bélgica, Polônia, Inglaterra, Argentina, Canadá e Estados Unidos. Esta data foi escolhida por ser o dia consagrado a São Lucas, o "amado médico", segundo o apóstolo Paulo.

Lucas teria estudado medicina em Antioquia, além de ser pintor, músico e historiador, um dos mais intelectuais discípulos de Cristo. A tradição de ter Lucas como o patrono dos médicos se iniciou por volta do século XV.

O PPS/SP aproveita a data para fazer também uma homenagem aos médicos que integram o partido (que tem entre seus dirigentes históricos o saudoso médico sanitarista Sérgio Arouca).

Um deles é o Dr. Milton Ferreira (o terceiro na foto, com o presidente do PPS paulistano, Carlos Fernandes, o deputado federal Arnaldo Jardim e o deputado estadual David Zaia), médico de Guaianases (zona leste da Capital) e atual primeiro suplente de vereador na Câmara Municipal de São Paulo.

Outro militante histórico do partido é o Dr. Ruy Antonio Barata (foto), ex-presidente das sociedades paulista e brasileira de Nefrologia, que reúne os médicos responsáveis pelos serviços de hemodiálise, e chefe do setor no Hospital Santa Marcelina, em Itaquera (também na zona leste).

Merecem destaque no PPS de São Paulo vários outros médicos, como Dr. Belfort, Dr. Reinaldo Rubens de Barros, Dr. Edson Monteiro, o recém-filiado Dr. Fábio Kassab e o vereador guarulhense Dr. Ricardo Rui, todos integrados na formulação de propostas de governo para as eleições de 2008.

Iniciado processo ético e disciplinar contra Estima

A Comissão de Ética do PPS/SP se reuniu na noite desta quarta-feira para analisar a representação formulada contra o vereador Edivaldo Estima, que repetidamente vem descumprindo as deliberações da direção e afrontando o estatuto do partido. Veja aqui mais detalhes.

Por quatro votos a zero, foi aberto o processo ético e disciplinar. O parlamentar será notificado hoje (18/10) e terá oito dias, até a próxima sexta-feira (26/10), para apresentar a sua defesa.

Celular: Presidiário pode, estudante não!

Na semana passada o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), sancionou projeto de lei que proíbe os estudantes de usarem telefone celular nas escolas em horário de aula. Anteontem foi a Câmara Municipal do Rio que aprovou projeto similar.

Nada contra essa medida restritiva, afinal é um abuso a febre do celular. Virou mesmo um transtorno. Mas será que não dá para aproveitar essa onda de proibição dos celulares e impedir de uma vez por todas que eles funcionem nos presídios do Rio e de São Paulo?

Parece piada, mas não é. Os estudantes estão proibidos por lei de usar o telefone celular, mas os presos continuam "liberados" e praticando crimes de dentro da cadeia.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Trânsito e mobilidade: confira a agenda de Soninha

Hoje, dia 17/10, às 15h30 - Seminário O Jovem e o Trânsito, promovido pelo Denatran. A vereadora paulistana Soninha vai participar da mesa sobre Mídia e Juventude. Local: Hotel Ouro Minas, Belo Horizonte.

O Departamento Nacional de Trânsito realiza desde ontem, em Belo Horizonte, o II Seminário Denatran de Educação e Segurança no Trânsito: o jovem e o trânsito.

O evento faz parte das ações promovidas neste ano sobre o tema relativo à Semana Nacional de Trânsito. Durante o seminário serão debatidos diversos assuntos sobre o comportamento do jovem no trânsito, ações que podem ser desenvolvidas para a redução do número de acidentes e para a promoção de mais segurança nas vias brasileiras.

Quinta, dia 18/10, às 19h00 - Soninha vai entregar o Prêmio Pedala Brasil de Melhores Iniciativas em Prol da Mobilidade por Bicicleta. Local: Auditório do Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo.

A entrega do prêmio acontece durante o tradicional Salão Duas Rodas. O objetivo é estimular ações que desenvolvam o uso da bicicleta em nosso país, com segurança, conforto e acessibilidade.

O prêmio tem caráter institucional e de reconhecimento público, e reúne organizações públicas ou privadas que tenham algum projeto ou uma experiência implantada e em operação.

Jornal da Tarde: Kassab de olho no Legislativo

Sem uma explicação mais detalhada, o fato poderia gerar ‘frisson’ político na Capital, ainda mais em tempos de indefinição de PSDB e DEM sobre que rumo tomar em 2008. Mas o fato é que há um Kassab que pretende concorrer à Câmara Municipal no ano que vem. E pelo PPS. Primo do prefeito, o médico Fábio Kassab deve tentar a sorte nas urnas pela primeira vez.

Apesar de estar em outro partido, ele elogia a gestão do primo. “Me identifiquei com o PPS, que faz parte da base de apoio do prefeito. E no DEM, há expectativa de uma quantidade maior de votos para se eleger”, afirma.

“Tenho orgulho de ser primo dele, mas não quero dar impressão de que ia ficar ‘encostado’ nele para concorrer”, diz, alegando que o prefeito não sabe de sua intenção em concorrer.

Fábio trabalha há 11 anos no Hospital Arthur Saboya, no Jabaquara, que integra a rede municipal de saúde. Ele elogia a gestão do primo prefeito, inclusive na saúde.

“Não tenho problema em criticar, mas está sendo feito um trabalho de melhoria. Em 96, o PAS era criticado, mas o salário dos médicos, enfermeiros e outros profissionais era duas vezes maior. E, com as AMAs, ele está trazendo esse benefício de novo.”

Apesar disso, ele defende - e deve tratar do tema se concorrer - a necessidade de mais investimentos em saúde preventiva. “Hoje há cultura de só procurar o hospital quando se está muito mal.”

Questionado se a candidatura e o parentesco podem levar a uma enxurrada de pedidos de “favores” para o prefeito, Fábio disse que isso já ocorre hoje.

“É preciso ter discernimento. Quando ele colocou em prática o Cidade Limpa, trabalhava em um hospital de Carapicuíba e o filho do dono trabalhava no setor de propaganda. Ele veio pedir que eu falasse com o prefeito para não vetar toda a propaganda. Cria uma saia-justa, porque era o filho do meu patrão.”

Fábio tem base eleitoral na Vila Prudente, onde o pai tem consultório desde 1952.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Geração de jovens de 2000 tem atuação destacada

Uma curiosidade marca a geração de jovens lideranças que no ano 2000 formaram a Juventude do PPS/SP: passados sete anos, todos eles têm hoje uma atuação destacada em seus segmentos, com forte representatividade na política e na sociedade.

O principal destaque do dia é sem dúvida o empresário Ronaldo Koloszuk (foto), 30 anos, diretor do Comitê de Jovens Empreendedores da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e líder da Frente Nacional da Nova Geração, conjunto de entidades que reúne jovens empresários e profissionais liberais.

Ele é o organizador do evento "Tributo contra o Tributo", que acontece hoje à tarde no vale do Anhangabaú, no centro de São Paulo. Será um show-protesto contra a prorrogação da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), com apresentação de artistas como Zezé di Camargo & Luciano, KLB, CPM 22, Fresno e NX Zero.

Entre os anos de 2000 e 2003, o Núcleo da Juventude do PPS/SP teve como presidente Maurício Huertas; secretário-geral Ronaldo Koloszuk; coordenador de comunicação Alexandre Costa; coordenador de finanças e assuntos jurídicos Renato Dorgan Filho; coordenador do movimento estudantil Anderson Cruz; e coordenador de movimentos sociais Ricardo Maritan.

O jornalista Alexandre Costa, então coordenador de comunicação da Juventude do PPS/SP, é hoje o secretário adjunto de Comunicação da Prefeitura de São Paulo, na administração de Gilberto Kassab, e um dos homens de confiança do prefeito.

Também o sociólogo Bruno Caetano, tucano de carteirinha e atual secretário de Comunicação do Governo Serra, teve a sua passagem pelo PPS entre 1999 e 2000. Acompanhando o então vereador paulistano Nelson Poença, que na época se transferiu do PSDB para o PPS, ele contribuiu bastante para a formação do Núcleo de Juventude do partido.

O advogado Renato Dorgan, então coordenador de finanças e assuntos jurídicos da Juventude, é o atual chefe de gabinete do deputado estadual Alex Manente, ele próprio um dos mais jovens parlamentares da Assembléia Legislativa de São Paulo e possível candidato a prefeito de São Bernardo do Campo.

O então coordenador do movimento estudantil da Juventude, Anderson Cruz, é técnico em edificações e estudante de Direito na Universidade São Francisco. Trabalha como educador em organizações não-governamentais e tem atuação destacada no Rotaract, o grupo de jovens do Rotary Club.

Outro advogado, Ricardo Maritan, ex-coordenador de movimentos sociais da Juventude, é hoje secretário de políticas públicas do PPS/SP, organizador dos Jogos Universitários de Direito e assessor direto do secretário municipal de Serviços da Prefeitura de São Paulo, o deputado Dimas Ramalho.

O jornalista Maurício Huertas, então presidente da Juventude, é secretário de comunicação do partido, responsável pelo Blog do PPS/SP, pelos sites municipal e estadual, e um dos principais articuladores do novo perfil do PPS paulistano, promovendo a filiação de nomes expressivos como a vereadora Soninha Francine, o medalhista olímpico Lars Grael, o ex-vereador Cláudio Fonseca, o ídolo corinthiano Ronaldo Giovanelli, o empresário Ciro Batelli e os advogados Paulo Cremonesi e Rosana Chiavassa.

PPS lança Kassab pré-candidato a vereador de SP

Brincamos que o título da nota podia ser "Kassab anuncia que será candidato em 2008", "Aha! Uhu! O Kassab é nosso", "Kassab apóia Soninha" ou algo do tipo.

Mas o fato é que filiou-se ao PPS e deverá ser candidato a vereador em 2008 o médico gastroenterologista Fábio Kassab, especialista em endoscopia digestiva e colonoscopia, formado pela faculdade de medicina de Santo Amaro e primo do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM).

Médico há 11 anos do Hospital Municipal Dr. Arthur Ribeiro de Saboya, no Jabaquara, Fábio é filho do Dr. Fuad Kassab, tradicional médico de família da região da Vila Prudente (na foto, Fábio Kassab ao lado do presidente do PPS paulistano, Carlos Fernandes).

Com uma série de propostas para a área da saúde pública, será um dos formuladores do plano de governo do PPS para a Prefeitura de São Paulo. Disputará pela primeira vez um cargo eletivo.

Time de 2008 já tem goleiro, zagueiro e atacante

Não é um jogo de futebol, mas o PPS reforça o time e vai marcando seus gols. A candidatura do ex-goleiro corinthiano Ronaldo inspirou outros dois ídolos do futebol brasileiro a se filiarem ao partido para disputar também uma vaga de vereador em suas cidades: o gaúcho Mauro Galvão e o paranaense Paulo Rink.

Um dos jogadores mais identificados com a torcida do Corinthians em todos os tempos, Ronaldo Giovanelli é o goleiro que mais vestiu a camisa alvi-negra em toda a história de 97 anos do Clube.

Desde a estréia no time profissional, em 7 de fevereiro de 1988, aos 20 anos de idade (quando ganhou a posição de dois goleiros de seleção, Carlos e Waldir Peres), foram 602 jogos pelo time do Parque São Jorge, até 1998.

Campeão paulista de 1988, 1995 e 1997; campeão brasileiro de 1990; e campeão da Copa do Brasil de 1995, Ronaldo liderou ainda uma banda de rock, lançou dois discos e atualmente é comentarista esportivo do programa "Bola na Rede", da Rede TV.

Gaúcho nascido no bairro Menino Deus, Mauro Galvão acaba de se filiar ao PPS e concorrerá à Câmara Muncicipal de Porto Alegre.

Apesar de gremista, o zagueiro começou a carreira no Internacional e, com apenas 18 anos, ajudou o clube a conquistar de forma invicta o Campeonato Brasileiro de 1979.

Pelo Inter foi ainda tetracampeão gaúcho (1981-1984) e, juntamente com todo o elenco do clube, mas com a camisa da Seleção Brasileira, conquistou a medalha de prata nas Olimpíadas de 1984. Participaria ainda das Copas de 1986 e 1990.

Em 1987, Mauro Galvão se transferiu para o Botafogo, onde conquistou o Campeonato Carioca de 1989, após 21 sem títulos do clube alvinegro.

Depois da eliminação na Copa de 90, foi jogar no Lugano, da Suíça, onde ficou por seis anos. Em 1996 retornou ao Brasil para defender o Grêmio. Conquistou o Campeonato Brasileiro daquele ano e a Copa do Brasil de 1997.

Em 1997 transferiu-se para o Vasco da Gama, conquistando no mesmo ano o seu terceiro título do Campeonato Brasileiro. Ajudou ainda o Vasco a vencer o Torneio Rio-São Paulo em 1999 e a Copa João Havelange em 2000.

No início da temporada de 2001, retornou ao Grêmio, seu time do coração, para encerrar a carreira e ainda conquistou o Campeonato Gaúcho e a Copa do Brasil de 2001, às vésperas de completar 40 anos de idade.

O paranaense Paulo Rink é outro ex-jogador de futebol que se filiou ao PPS e será candidato a vereador na sua cidade, Curitiba.

Ex-universitário, trancou a faculdade de Educação Física no terceiro ano e assumiu o ataque do Atlético Paranaense, onde aos 18 anos conquistou o Campeonato Paranaense de 1990 e posteriormente o Brasileiro da Série B em 1995.

Após tornar-se um dos maiores ídolos e goleadores do Atlético Paranaense, Rink foi negociado com o Bayer Leverkusen por seis milhões de dólares, quantia mais alta paga por um jogador paranaense até então.

Naturalizou-se alemão e, em outubro de 98, foi convocado pelo técnico Berti Vogts. Como primeiro brasileiro nato a jogar pela seleção da Alemanha, o atacante disputou amistosos contra Romênia e Malta.

Um ano depois, ainda jogando pelo Bayer, foi novamente convocado, desta vez para disputar a Copa das Confederações, no México. Ano passado, Rink voltou para o Atlético Paranaense, onde em maio de 2007 encerrou a carreira aos 34 anos.

A Câmara de São Paulo é quase um mundo à parte

A vereadora Myryam Athie (ex-PPS, atualmente no PDT) inovou na semana passada, ao apresentar na sessão plenária de terça-feira, 9 de outubro, um comunicado com efeito retroativo (como se isso existisse na Câmara Municipal ou fizesse sentido), datado de 20 de setembro, onde transferia a liderança da bancada do PPS ao vereador Edivaldo Estima.

Deve ter sido simplesmente pelo prazer mórbido de afrontar uma decisão da Direção do PPS/SP, que na véspera (segunda, dia 8 de outubro) havia determinado que a nova líder do partido na Câmara Municipal de São Paulo é a vereadora Soninha Francine.

O vereador Estima, presente à reunião da Executiva do PPS, foi na onda da ex-companheira Myryam Athie (já desfiliada do partido!), descumpriu a deliberação do PPS e agora enfrentará processo de expulsão da legenda. Tudo porque o PT e o Centrão não admitem ver Soninha, estranha no ninho, entre os líderes partidários.

Por sua vez, Myryam Athie protocolou a desfiliação do PPS no dia 27 de setembro. No dia anterior, porém, fez um comunicado de liderança (ué, mas ela não afirmou que não era mais líder desde o dia 20?) que deverá entrar para os anais do Legislativo paulistano.

O tema é o mais explícito toma-lá-dá-cá de cargos e indicações no governo. Fisiologismo e clientelismo puro, com todas as contradições possíveis e imagináveis. Ela rebateu uma reportagem que a colocava entre os vereadores que mantêm mais apadrinhados empregados na Prefeitura, ora admitindo, ora negando a informação.

Acompanhe a íntegra do pronunciamento de 26 de setembro, a ser publicado no Diário Oficial da Cidade:

A SRA. MYRYAM ATHIE (PPS) – Sr. Presidente, desejo fazer um comunicado de liderança pois, infelizmente, não consegui falar no Pequeno Expediente. Trata-se da matéria publicada na Folha de S.Paulo de hoje. Não vou me calar, até porque adorei ouvir o Vereador João Antônio (PT).

Quando casamos, casamos de verdade! Não é meio casado! Ou se casa ou não se casa, ou então divide amante, escondido!

A sensação que tenho é que este governo (Kassab) quer viver de amante, escondido! Gostaria que a relação de todos os cargos, todos, saísse no jornal. Não da forma que saiu! Hoje a Rádio Bandeirantes me procurou depois de todos terem fugido de dar entrevista! Mas eu não vou fugir! Vou dar entrevista! Deve estar saindo na rádio!

Vou dar entrevista porque das supervisões (de Esportes) que saíram (no jornal), a Itaquera não é mais da Myryam Athie. Agora é do Vereador Carlos Alberto Bezerra (PSDB). Tirou da Myryam Athie, mas é do Vereador Carlos Alberto Bezerra!

Todas as supervisões que a Vereadora Myryam Athie eventualmente tinha não foram indicação da Vereadora! Gostaria que fossem porque na época o PPS fez parte da coligação. Era PPS, PSDB e PFL. Para isso o PPS ganhou às claras, não foi nada escondido, a Secretaria de Esportes da Prefeitura.

Na Subprefeitura da Casa Verde, está lá o subprefeito, já passaram três e não deu certo. Parece que agora está dando.

Como é que foi feita esta divisão? Através dos diretórios do PPS. Por exemplo, o diretório do PPS do Tatuapé indicou o supervisor que correspondia à Mooca, que, por coincidência, é meu amigo e faz parte do diretório. E está tudo certo!

O diretório do PPS também indicou supervisor e assim foi em todos os lugares. Queria dizer que esse tipo de matéria me deixa revoltada primeiramente porque temos de mostrar, de verdade, quem tem cargo. Quem tem não pode mentir!

O que tem de ficar claro é que o Prefeito Gilberto Kassab não negociou, até porque todos os cargos foram dados pelo então Prefeito Serra, que falava tratar com partido e não com vereador! Muitas vezes fui lá porque queria indicar o Subprefeito da Mooca, o Subprefeito da Penha, etc. Ele dizia o seguinte: "Vereadora Myryam, a nossa tratativa é com o partido!".

Então, se é com o partido, o PSDB tem um monte de cargos e vai tratar com os cargos que tem com o partido! O PFL tem cargo e foi dado para o PFL! O PPS foi dado pelo PPS e o partido faz o que ele quiser! Pode dar para o vereador, para o correligionário, para quem quiser.

O que saiu no jornal é uma falácia. É uma forma de querer mostrar para a população que estamos fazendo acordo para votar projeto. Por mim não votava mais nada porque não tenho nada! Eu não tenho nada!

O pouco que eu tenho, já estão me tirando. Eu não sei como vou fazer campanha eleitoral.

Então, quero dizer o seguinte: se é para falar a verdade, eu tenho o mapa, eu tenho a lista de todo mundo que tem cargo. Se é para falar a verdade, vamos mostrar a verdade de quem tem o quê, de quem indicou o quê.

Agora, estranho porque o Centrão SE VENDEU por 30 cargos, vocês estão muito pobres! Muito pobres! Que conversa é essa? O Prefeito nem tem maioria aqui na Câmara, cada vez que vem um projeto para cá, tem de ficar discutindo, pedindo pelo amor de Deus, fazendo concessão para o PT para poder votar projeto. Que maioria é essa que o Prefeito tem que eu desconheço? A menos que seja aquela história, nobre Vereador Juscelino Gadelha: "eu sou amante, eu não sou mulher do Governo!"

Eu sou Governo, eu participei da eleição, o nosso candidato abriu mão para ficar com o Serra. Então, essa história de dizer de cargos precisa parar, precisam parar de jogar o Vereador como se ele fosse algo qualquer, alguma coisa que é toma lá, dá cá. É legítimo que a gente tenha, mas tem de ser às claras.

O que a Vereadora indicou? Eu indiquei fulano, beltrano, cicrano, e quando indico tenho responsabilidade, porque o camarada tem de atender ao interesse público, não o interesse da Vereadora Myryam Athie.

Então, eu queria registrar repúdio a respeito dessa publicação, primeiro porque acho que é inverídica, ela não fala a verdade, ela não mostra todo mundo. Segundo, eu nunca vi esse troca-troca por causa de cargos, porque senão eu vou dizer que não vou votar mais nada, a não ser que me dêem cargos, só vou votar agora se me derem cargos.

A gente está aqui trabalhando, muitas vezes perdendo posições, perdendo posições para o PT, para o Centrão, pela nossa fidelidade. E agora vem falar desse cargo pela Myryam Athie, eu queria ter tudo, todos os cargos da Secretaria Municipal de Esportes, até porque se o meu partido fosse competente, não teria perdido a Secretaria, teria continuado com o Secretário.

Aliás, gostaria de parabenizar o nosso querido Deputado Walter Feldman, que com competência ímpar, com um marketing que nunca vi igual, conseguiu fazer dessa Secretaria uma das melhores. Coisa que o meu partido, o PPS, não fez por incompetência. Eu gostaria que o PPS tivesse um Secretário como o Walter Feldman, que pena que não é do PPS.

Agora, não dá para tirar do povo que está trabalhando nesses três anos, aprovando os projetos e querem tirar os cargos que às duras custas nós indicamos, por meio dos diretórios, para contemplar os dos companheiros. A Prefeitura está cheia de cargos, vão buscar nos outros lugares. Precisa tirar de companheiros que há três, quatro anos estão trabalhando?

Então, peço desculpas, Sr. Presidente, pelo desabafo. É porque fiquei revoltada hoje quando a Bandeirantes me ligou e disse que ninguém quer dar entrevista. Eu vou dar entrevista, mas só quero que seja mostrada a verdade, eu quero saber quantos cargos o Vereador Milton Leite (DEM, ex-PMDB) tem na máquina, quero saber quantos cargos o Vereador Carlos Apolinário (DEM, ex-PDT) tem na máquina. Não tem importância que não caiba na relação, porque é legítimo, isso é do Parlamento. Agora, não vai ficar falando que é toma lá, dá cá, porque se fosse toma lá, dá cá, o Governo não precisaria fazer tanto esforço para votar projetos.

No governo passado, da Prefeita Marta, todo mundo era da base, ela tinha 40, dava cargo para todo mundo. E todo mundo falava que tinha cargo e os projetos vinham para cá, sequer eram discutidos, nem discussão tinha, tinha rolo compressor.

Agora, este Governo não, tem de suar a camisa para aprovar projetos, tem de vir conversar com o Centrão, tem de fazer liberalidade para o PT, tem de dar mais projetos de Vereadores para o PT porque senão fazem obstrução. Temos de falar a verdade, nada se sobrepõe à verdade.

Essa relação eu vou dar para o Jornal da Tarde, vou pegar a Folha de S.Paulo e começar a mostrar quem tem cargos, mas vamos falar a verdade. Não posso eu ficar com a cara no jornal e o resto fica posando de bonzinho, como se não tivessem nada no Governo.


Este foi ipsis litteris o derradeiro pronunciamento da vereadora Myryam Athie pelo PPS. Dispensa comentários. Leia mais.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Do túnel do tempo: Soninha, aluna e professora

Pouca gente sabe, mas além de radialista, apresentadora de TV, comentarista esportiva, vereadora e pré-candidata à Prefeitura de São Paulo, Soninha Francine também é professora (na foto ao lado ela é a menina, então aluna do pré-primário do Colégio Santana).

Nascida em uma família de classe média da zona norte paulistana, também a mãe de Soninha era professora - e ela seguiu os passos do Magistério e das aulas de inglês.

"No Colegial (ou Ensino Médio, como se diz hoje) eu fiz Magistério. Adorava lidar com crianças e pensava em dar aula. E achava mais útil estudar filosofia, sociologia, psicologia etc. do que biologia, química e física que eram ensinadas no curso de Patologia", afirma a vereadora Soninha.

"Poucos meses depois do 3º ano de Magistério, nasceu minha primeira filha – o que significa que eu terminei o colégio grávida. Foi uma tremenda mudança de planos. Deixei para depois a Faculdade de Educação Física que eu pretendia fazer para me dedicar bastante às filhas (dois anos depois, nasceu a segunda)."

Soninha passou assim a conciliar as aulas que dava na Cultura Inglesa, os ensaios no grupo de teatro amador e a faculdade de Cinema (na USP), que decidiu fazer.

Deixou de dar aulas profissionalmente quando entrou para a TV, mas continua sendo professora voluntária de inglês em uma associação na periferia.

"No colégio, aprendi a ser crítica, consciente, responsável", afirma Soninha. "Estudei na mesma escola a vida inteira, o Colégio Santana. Um colégio que tinha uma preocupação muito bacana com a formação do caráter, com a criatividade, solidariedade, espírito crítico... Bem melhor do que a preocupação fanática com o vestibular!."

15 de outubro: Dia do Professor

"Para ensinar sempre é necessário amar e saber; porque quem não ama não quer e quem não sabe não pode."
(Padre Antônio Vieira)


Nesta data comemorativa, o PPS/SP destaca e parabeniza também os seus professores, como Palmiro Menucci, Claudio Fonseca, Vera Lúcia Meneses Zanelato, Eliomar Rodrigues Pereira, Alcides Ribeiro Soares, Edinho Dom Macário, Edgard Santana, José Máximo Filho, Jihad Saab, entre outros.

O professor e deputado estadual do PPS Palmiro Menucci preside há 10 anos o Centro do Professorado Paulista (CPP), associação que existe há sete décadas.

Nesse tempo, formou um patrimônio que consiste em clubes, clínica médica, alojamento, central de cursos, instituto de estudos educacionais, colônias, piscinas e campos esportivos, colocados a serviço dos associados da entidade. Mas um dos pontos fortes da instituição continua sendo a prestação de serviços e a assistência que dá ao professor.

"Para afirmar que educação é prioridade é preciso priorizar a valorização e a dignidade do professor", garante Menucci.

O CPP, com um corpo associativo composto de mais de 120.000 professores e especialistas em educação, oferece ao seu associado, desde o seu ingresso no magistério até e após a aposentadoria, completa assistência administrativa e jurídica.

A entidade edita, ainda, um jornal com tiragem de 135.000 exemplares (o "Jornal dos Professores"), distribuído mensalmente aos associados.

Recém-filiado ao PPS, o ex-vereador Claudio Fonseca é presidente do Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo (Sinpeem).

Licenciado em Ciências Matemáticas e profundo conhecedor dos problemas que envolvem os professores, durante os quatro anos de mandato como vereador (2001 a 2004) pelo PCdoB, Claudio Fonseca presidiu uma Comissão Parlamentar de Inquérito, foi vice-presidente da Comissão de Educação e membro das Comissões de Administração Pública e de Orçamento e Finanças.

Em 2003, foi eleito segundo vice-presidente da Câmara e designado coordenador da reforma administrativa do Legislativo. A proposta sob sua coordenação foi aprovada e, hoje, a Câmara Municipal de São Paulo possui uma estrutura mais dinâmica, moderna e capaz de atender, de forma eficiente, todas as necessidades do Poder Legislativo.

Apresentou mais de 100 projetos relativos aos sistemas de Educação, Saúde, direitos dos deficientes, financiamento da Educação, direitos dos educadores e demais servidores públicos, uso de novas tecnologias na Educação, direitos dos idosos etc., dos quais cinco são leis em pleno vigor no município.

Entretanto, por defender um sistema educacional justo e os direitos dos profissionais do setor, votando contra projetos do Executivo (gestão Marta Suplicy) que prejudicavam a categoria, acabou sendo punido por seu então partido, em 2004, perdendo o direito a se candidatar à reeleição.

Outra recém-filiada ao PPS é a professora Vera Lúcia Meneses Zanelato. Formada em Letras pela Faculdade Oswaldo Cruz, lecionou na rede pública e particular durante 20 anos. Atualmente, finaliza graduação em Licenciatura Plena em Pedagogia pela Universidade Bandeirante.

"Filiei-me ao PPS porque tenho certeza de que juntos faremos do PPS um grande partido em São Paulo. Contem comigo, pois venho para somar e ajudar o PPS a construir um Brasil melhor", afirma a professora Vera Lúcia.

Artigo de Mario Malina: "Nova proposta sindical"

Ao participar do 3º Encontro Nacional Sindical do PPS tive uma grata surpresa: está sendo planejada uma nova proposta de sindicato e central sindical. Não se trata apenas de mais uma central como as outras, com os antigos vícios de reivindicação de direitos, numa relação polarizada entre a categoria do sindicato e o governo.

A UGT – União Geral dos Trabalhadores propõe a união de sindicatos que agregam a noção de cidadania. Dessa forma, o sindicato passa a participar ativamente dos problemas da sua região, cidade, enfim, do seu país e não apenas dos interesses da sua categoria.

Além disso, sindicalistas de diversos estados colocaram assuntos que estão na pauta do dia e devem ser discutidos pela nova central, como, por exemplo, o desenvolvimento sustentável, novas formas de substituição do trabalho informal para o formal e a terceirização dos empregos.

Ao trilhar esse caminho a UGT avança para ser uma central inovadora e plural. Nesse sentido, o PPS será um parceiro importante e dará todo o apoio e autonomia para os sindicatos e sindicalistas que apóiem essa idéia, independentemente de ser ou não filiado ao PPS.

Mario Malina, advogado e estudante de jornalismo, recém-filiado ao PPS, é neto de Salomão Malina, o último secretário-geral do PCB e presidente de honra do PPS até a sua morte, em 2002.

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Quem tem medo de Soninha Francine?

Sintomática a mobilização de vereadores (do PT e do Centrão) para impedir que Soninha Francine assuma a Liderança do PPS na Câmara Municipal. Tem gente de cabelo em pé com a independência da vereadora, que quanto mais "apanha", mais aumenta a sua popularidade e ganha força para consolidar a sua pré-campanha à Prefeitura de São Paulo.

O PT pressiona para evitar que Soninha assuma a liderança, em uma manobra que levou o vereador Edivaldo Estima, que sairia do PPS (até porque já foi avisado que não terá legenda para disputar a reeleição), a mudar seus planos e impor a sua permanência na legenda para tumultuar (ele que tem um pé em cada canoa, com o filho e o chefe de gabinete como potenciais candidatos em outros partidos).

A manobra da vereadora Myryam Athie (atualmente no PDT), que forjou anteontem um comunicado datado de 20 de setembro (quando ela ainda estaria no PPS) passando a Liderança da Bancada para o vereador Estima (que descumpriu a deliberação partidária e deve enfrentar processo de expulsão), é só a ponta do iceberg.

A tropa de choque do Centrão tomou as dores de Estima. Curioso, para quem até outro dia fazia considerações pouco elogiosas ao caráter do vereador. Há inúmeros interesses em jogo. Mas, afinal, quem tem medo de Soninha Francine?

Leia aqui a matéria do site G1, onde Soninha diz, entre outras coisas, que entende o PT e considera "natural" a decisão do partido de tentar tirar seu mandato na Câmara.

Também fala do prefeito Gilberto Kassab, do governador José Serra, da ex-prefeita Marta Suplicy, de fidelidade partidária e da sua adesão ao bloco governista da Câmara.

Soninha declara que não vê problemas em apoiar - e também criticar - a atual administração municipal. Ou seja, é polêmica certa. Mas é também essa postura sempre franca, transparente, sensata e equilibrada que desarma seus críticos. PT saudações.

Mais do mesmo: vale a pena ver de novo?

"Se for para votar como o partido quer, é melhor colocar um office-boy aqui".

A frase emblemática do vereador paulistano Edivaldo Estima, que enfrentará processo de expulsão do PPS por descumprir as deliberações partidárias e as normas estatutárias, não é nova. Já tem mais de cinco anos. Também não é novidade na vida do vereador ser expulso de um partido. Ele já foi expulso do partido de Paulo Maluf em 2002, por ter aderido ao governo de Marta Suplicy (antes do próprio Maluf fazer o mesmo).

Reveja matéria do Jornal da Tarde de 18 de março de 2002. É quase premonitória do que está por se repetir:

Rebelde malufista abandona o PPB atirando

Estima votou com a bancada da prefeita Marta Suplicy e enfrentou processo de expulsão. Agora, deixa o partido dizendo que o PPB quer um office-boy.

Depois de irritar os colegas de partido e enfrentar processo de expulsão no final de 2001, ao ajudar os aliados de Marta Suplicy (PT) a aprovar as mudanças na Lei Orgânica do Município (LOM), o vereador Edivaldo Estima deixou o PPB do ex-prefeito Paulo Maluf.

O anúncio foi feito em plenário, na última quinta-feira. Mas, em entrevistas, ele deixou claro que a saída não foi das mais pacíficas.

"Se for para votar como o partido quer, é melhor colocar um office-boy aqui", disse.

Estima afirmou que deveria ter deixado o PPB há mais tempo, mas não o fez a pedido de Maluf, presidente nacional do partido.

"Ele pediu que eu esperasse e pensasse no assunto. Mas havia muita futrica lá (no partido), e eu não mereço isso".

Apesar disso, seu ex-colega de partido, Wadih Mutran, fez elogios. "Foi uma grande perda do PPB. Quero agradecer o trabalho do vereador e dizer que estamos à disposição."

O voto de Estima foi decisivo para aprovar as mudanças na Lei Orgânica, já que um dos petistas, Carlos Giannazi, foi contra - por isso, este está enfrentando comissão de ética e pode ser expulso do partido.

Na época, o pepebista justificou seu voto alegando que tinha "usado a consciência", e citando que as alterações na LOM incluíam mudanças nos gastos com educação.